quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Alfa Centauro


A vida humana é deverás simples

Acordar...

Exercer atividades...

Repousar...

E depois...

Tudo de novo...

Mais conseguimos inventar situações para complicá-las

Zanárdia possuía uma flor dourada, de brilho intenso, a qual usava sempre pendurada na orelha esquerda

Esta simples flor, causou em Alfa Centauro um forte desejo de possuí-la

Pensou em formas diversas de obter seu intento: pedir, subtrair, mentir...

Achou a última forma, a mais fácil e mais viável, visto que, a primeira poderia ter como resposta uma recusa imediata, e a segunda muito arriscada

De forma que, começou a espalhar no vilarejo que a linda flor lhe pertencia, mais como ela era uma pessoa indefesa, não teve forças para reter a linda flor em sua posse

A cada pessoa que Alfa contava a sua história ia aumentando a indignação do contingente

Chegou a ponto de ir na praça central contar sua história aos prantos

O povo se apiedou do triste relato, de forma que foram tomando partido da ofensa, e cada um ia passando a história com uma agravante ainda maio. Se organizaram então para divulgações maiores nos arredores. A crescente turba se mobilizou para invadir o castelã de Zanardia e resgatar a flor

Aos gritos marcharam pela rua levando nos braços, em glória, a menina ofendida. Derrubaram o portão principal. A raiva era tanta que invadiram o jardim onde haviam diversas flores douradas, pisotearam todas de forma cega! Subiram a alameda principal e já na entrada do castelo gritavam ofensas e exigiam a presença de Zanardia

Está sem saber o motivo de tal balburdia saiu a porta e com um largo sorriso questionou:

__O que desejam meus súditos

Lá do fundo um cidadão gritou

__A Flor roubada!

__Mais qual flor foi roubada?

__Esta que se encontra em sua orelha

__Meu querido, estas flores existem em grande número nos jardins do meu palácio. Seria simplesmente fazer um pedido e de bom grado daria, quantas tivessem

__Como assim, esta flor é de seu jardim?

__Não notastes ao entrar no castelo?

Neste momento começaram a olhar uns para os outros, analisando a real situação. Quando do meio do povo saiu o jardineiro com os olhos marinados que se pronunciou desta forma

__Majestade, sinto lhe dizer mais já não sobrou uma flor se quer, todas foram pisadas

Em suas mãos tinha a prova do acontecido. Todos estavam com a cabeça baixa envergonhados

__Quem reivindicou a flor roubada?

Questionou a princesa

Todos irados apontaram para Alfa, que já estava lívida de medo

__Aproxime-se garota

A turba de forma violenta foi empurrando a moça que foi cair bem de joelhos aos pés da princesa. Zanardia se aproximou, tirou a flor de sua orelha e delicadamente colocou-a na orelha de Alfa. Que tinha um misto de riso e choro

__Vocês meus súditos já podem se retirar. Peço ao ferreiro que vislumbro daqui que já processada a manutenção dos portões violados. Você meu querido jardineiro, vá com essa moça aos jardins, pois terão muito trabalho pela frente, na restauração dos jardins. E você moça, aprenda uma lição, o que desejares, peça. Ou lute para adquirir. Mais não use de ardis e enganações para chegar a seus intentos. Vou considerar isso como um erro e perdoa-la

Alfa se levantou e abraçou fortemente Zanardia. O provo aos berros gritavam vivas a princesa e no retorno a cidade trataram de retratar a reputação da princesa

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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Abutre

O abutre estava sobre o volante do carro. Não comia a meses!!! Estava sobrevoando o bairro em busca de uma vítima. Podia sentir o cheiro fétido daquela alma podre. Sua tática se resumia em aparecer com a asa quebrada.... Onde uma incauta se iria condoer de seu estado. Ele disfarçava o cheiro carregando no bolso um balsamo que em nada adiantava, apenas se misturava a seu odor inconfundível. No decorrer da busca encontrou o que achava... Seria sua próxima vítima. Baixou o vidro e chamou-a pela janela

__Ei Linda Dama já esta tarde, não sei se passa ônibus ainda por aqui hoje. Quer uma carona

Saíram no veículo circulando pelas ruas da cidade e contou lhe história tristes de um bom moço, no entanto, no decorrer do percurso a coisa azedou, pois sua companhia era mais astuta que ele.

Ela sacando a armadilha já logo se adiantou e de maneira inteligente observou

Analisou, discursou e incomodou o abutre grandemente, pois ele, se achava muito esperto, mas na verdade só tinha um ego gigante e um raciocínio minúsculo do tamanho de uma ervilha

A certa altura ela veio com essa:

__A propósito, que cheiro é esse??? Parece carniça...

__Deve ser essa cidade Linda Dama (risos). Gostaria de ir para minha casa??? Antes de ir para sua???

__Ah caro Abutre, agradeço, mas já é tarde e preciso descansar, amanhã acordo cedo para trabalhar, podemos marcar para ir à sua outro dia

O abutre esfregou as mãos e já tinha certo como finalizado seu intuito. Pensou consigo... Hoje pego essa na casa dela pelo menos e se tudo correr bem repetimos a dose na minha casa depois (seu sorriso era imenso)

Chegado no endereço, o Arutre ficou admirado

__Que bela e grande casa... Você mora realmente aqui???

__Claro que sim, paguei sozinha com meu próprio esforço. Não quer conhecer por dentro???

__Não seria incômodo???

__Não, incômodo nenhum

Ao adentrar a grande casa, a Linda Dama o convidou para subir o andar de cima, onde havia um grande quarto, e nele uma imensa cama. Mas a cama estava envolta em grades

Porque estas grades Linda Dama???

__São para me proteger, este bairro é muito perigoso. Pois deite se na cama e me espere lá Lindo Damo (risos)

Assim que o incauto se deitou na cama seminu, escutou um forte barulho de uma grade se fechando. Arregalou seus olhos assustado e percebeu ela o olhando fixamente... Depois de um olhar profundo, lancinante... 

A dama finaliza...

__É, você se acha muito esperto, mas uma hora você iria encontrar uma pessoa mais esperta que você...

Apagou as luzes e o deixou lá, trancado, com medo e sozinho

Um texto de Tony Look Alchemist & Dayana Damares 

Making Off

Ela-Você vai escrever um conto?

Ele-Talvez seja um conto

Ele-Mais não te dou um conto se contar

Ele-Contar com a pontas dos dedos

Ele-Ou contar com seus lábios...

Ela-Então eu não estava tão errada em falar do conto


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