A vida humana é deverás simples
Acordar...
Exercer
atividades...
Repousar...
E
depois...
Tudo
de novo...
Mais
conseguimos inventar situações para complicá-las
Zanárdia
possuía uma flor dourada, de brilho intenso, a qual usava sempre pendurada na
orelha esquerda
Esta
simples flor, causou em Alfa Centauro um forte desejo de possuí-la
Pensou
em formas diversas de obter seu intento: pedir, subtrair, mentir...
Achou
a última forma, a mais fácil e mais viável, visto que, a primeira poderia ter
como resposta uma recusa imediata, e a segunda muito arriscada
De
forma que, começou a espalhar no vilarejo que a linda flor lhe pertencia, mais
como ela era uma pessoa indefesa, não teve forças para reter a linda flor em
sua posse
A
cada pessoa que Alfa contava a sua história ia aumentando a indignação do contingente
Chegou
a ponto de ir na praça central contar sua história aos prantos
O
povo se apiedou do triste relato, de forma que foram tomando partido da ofensa,
e cada um ia passando a história com uma agravante ainda maio. Se organizaram
então para divulgações maiores nos arredores. A crescente turba se mobilizou
para invadir o castelã de Zanardia e resgatar a flor
Aos
gritos marcharam pela rua levando nos braços, em glória, a menina ofendida.
Derrubaram o portão principal. A raiva era tanta que invadiram o jardim onde haviam
diversas flores douradas, pisotearam todas de forma cega! Subiram a alameda
principal e já na entrada do castelo gritavam ofensas e exigiam a presença de
Zanardia
Está
sem saber o motivo de tal balburdia saiu a porta e com um largo sorriso
questionou:
__O
que desejam meus súditos
Lá
do fundo um cidadão gritou
__A
Flor roubada!
__Mais
qual flor foi roubada?
__Esta
que se encontra em sua orelha
__Meu
querido, estas flores existem em grande número nos jardins do meu palácio. Seria
simplesmente fazer um pedido e de bom grado daria, quantas tivessem
__Como
assim, esta flor é de seu jardim?
__Não
notastes ao entrar no castelo?
Neste
momento começaram a olhar uns para os outros, analisando a real situação.
Quando do meio do povo saiu o jardineiro com os olhos marinados que se pronunciou
desta forma
__Majestade,
sinto lhe dizer mais já não sobrou uma flor se quer, todas foram pisadas
Em
suas mãos tinha a prova do acontecido. Todos estavam com a cabeça baixa
envergonhados
__Quem
reivindicou a flor roubada?
Questionou
a princesa
Todos
irados apontaram para Alfa, que já estava lívida de medo
__Aproxime-se
garota
A
turba de forma violenta foi empurrando a moça que foi cair bem de joelhos aos
pés da princesa. Zanardia se aproximou, tirou a flor de sua orelha e
delicadamente colocou-a na orelha de Alfa. Que tinha um misto de riso e choro
__Vocês
meus súditos já podem se retirar. Peço ao ferreiro que vislumbro daqui que já
processada a manutenção dos portões violados. Você meu querido jardineiro, vá
com essa moça aos jardins, pois terão muito trabalho pela frente, na
restauração dos jardins. E você moça, aprenda uma lição, o que desejares, peça.
Ou lute para adquirir. Mais não use de ardis e enganações para chegar a seus
intentos. Vou considerar isso como um erro e perdoa-la




